Guia
Dividir uma conta com alguém que não tem o app
Link público, convite por e-mail, ou os dois. As pessoas veem a conta e acertam sem instalar ou se cadastrar.
Última revisão: janeiro de 2026

A objeção número um em apps de divisão de contas é: "não quero instalar mais um app só pra te devolver $20". A maioria dos apps trata isso como problema do usuário. O Split The Bill trata isso como problema do app. Links públicos e convites por e-mail deixam qualquer pessoa ver a conta e acertar sem precisar de cadastro. Esta receita percorre as opções reais para quando uma ou mais pessoas do seu grupo são resistentes a app — comum com pais, parentes mais velhos, amigos que se recusam a adicionar mais um ícone na tela do celular.
Passo a passo
- 1
Decida qual caminho encaixa na situação
Duas rotas:
Link público — o mais rápido. Manda uma URL, a pessoa vê a conta em qualquer navegador, já consegue tocar nos botões de Pagar na hora. Sem conta, sem etapa de e-mail, sem atrito. Ideal para divisões pontuais com quem você não precisa manter uma relação de longo prazo.
Convite por e-mail — melhor quando você quer manter essa pessoa no seu grupo por mais tempo. Manda um e-mail com um link de entrar-com-um-clique; a pessoa se cadastra se ainda não tiver conta, mas a entrada é um clique só. Ideal para quem vai continuar aparecendo em contas compartilhadas futuras (um pai que cuida de uma conta recorrente da família, um parceiro com quem você pode dividir coisas de novo).
- 2
Para contas pontuais: mande um link público
Na página de detalhes da conta, clique em Compartilhar → escolha "link público". Copie a URL → cole no WhatsApp, Telegram, Mensagens ou e-mail — onde você normalmente mandaria.
A pessoa abre a URL em qualquer navegador. Ela vê a conta: itens, quem pagou, a divisão, a parte dela. Sem tela de login, sem insistência para se cadastrar, sem "instale nosso app pra ter a experiência completa". Só a conta.
Se ela precisar te pagar, é só tocar no botão Pagar na linha da parte dela → abre Venmo, PayPal, Revolut, Cash App, Wise ou QR SEPA com o valor já preenchido. Dois toques pra você compartilhar o link. Três para ela — abrir o link, tocar em Pagar, escolher o app. Ela nunca instala nada.

A mesma conta que a outra pessoa vê — sem conta, sem instalar app. 
O botão Pagar dela abre o app de pagamento que você cadastrou. - 3
Para relações contínuas: mande um convite por e-mail
Abra seu grupo pela barra lateral, digite o e-mail da pessoa no campo de adicionar membro. Se ela ainda não existir como usuária, o botão Convidar acende.
Clique → ela recebe um e-mail com um link de entrar-com-um-clique. O link leva a uma página de cadastro (se ela não tiver conta) ou direto pro grupo (se já tiver). De qualquer jeito, ela entra no seu grupo com um toque.
O e-mail é curto e direto; sem enfeite de marketing, só "Pavel te convidou para entrar em Viagem Berlim". A maioria das pessoas aceita convites que vêm de alguém que conhece.
- 4
Para quem recusa os dois caminhos: registre só pelo nome
Você não precisa que a pessoa seja uma usuária NEM que receba um convite. Ao dividir uma conta, basta digitar o nome dela como participante. A conta registra "Bob deve $30" sem nenhuma conta por trás de "Bob".
A limitação: você não consegue mandar um botão de Pagar pro Bob pelo app. Você vai precisar mandar mensagem "você me deve $30" pelo WhatsApp/Mensagens e passar seu Pix/Venmo/IBAN diretamente. Use isso só para casos realmente pontuais, em que a relação é "nunca mais vou dividir conta com essa pessoa".
- 5
Configure seus dados de pagamento para os botões Pagar funcionarem
Passo crítico: quem visualiza sua conta compartilhada vê botões "Pagar" que abrem o app de pagamento que você cadastrou. Se você não cadastrou nenhum dado, a pessoa vê a conta mas sem um caminho fácil de pagamento.
Em `/profile`, preencha os Métodos de pagamento para acerto — Venmo para quem está nos EUA, PayPal.me para pagamentos internacionais, Revolut e IBAN para a Europa, Pix para o Brasil. Sem isso, o link de compartilhamento ainda funciona (a pessoa vê o que deve), mas ela vai precisar descobrir seus dados de pagamento por fora, o que adiciona atrito.
Por que isso importa mais do que parece
A exigência de "todo mundo precisa instalar o app" é uma assassina silenciosa dos fluxos de divisão de contas. Em grupos reais (um pai, um amigo que odeia apps, um parceiro que já tem 200 apps e não vai instalar o 201º), até uma única resistência já derruba o fluxo todo. Ou você exclui essa pessoa (o que significa fazer a conta manualmente pra ela), ou se exclui você mesmo (de volta às planilhas).
Os caminhos de link público e convite por e-mail do Split The Bill garantem que a opção sem atrito sempre existe. Mesmo que 1 em 6 pessoas do seu grupo se recuse, o fluxo continua limpo. Você não precisa evangelizar o app pro seu círculo; é só mandar links, e a conta funciona.
Quando insistir numa conta de verdade vs. aceitar só o compartilhamento
Uma conta de verdade faz sentido quando: - A pessoa vai aparecer em 3 ou mais contas futuras com você. - Você quer mandar lembretes sem sair do app. - Ela paga você regularmente e você quer um histórico de pagamentos.
Só o link de compartilhamento já basta quando: - É um jantar, uma viagem ou um evento pontual. - A pessoa nunca mais vai entrar numa conta compartilhada com você. - Você só está passando um retrato da conta pra ela guardar.
Não insista demais. Se alguém está relutante, o link de compartilhamento já é suficiente — forçar a pessoa a "instalar o app de verdade" transforma ela numa usuária relutante que nunca mais abre o app, o que não ajuda em nada.
Privacidade dos links públicos de compartilhamento
Links públicos de compartilhamento são URLs impossíveis de adivinhar (baseadas em cuid, com cerca de 25 caracteres aleatórios), mas qualquer pessoa com o link consegue ver a conta. Não há controle de acesso.
Implicações práticas: - Não publique links de compartilhamento em redes sociais. Eles são para compartilhamento direto. - Não use para contas sensíveis (médicas, jurídicas). Para essas, use o link privado (protegido por PIN) — também grátis, só que impossível de adivinhar por quem esbarrar na URL por acaso. - Eles expiram se você definir uma validade na criação. O padrão é sem expiração, mas dá pra configurar. - Motores de busca não indexam esses links. A gente envia cabeçalhos `noindex` nas páginas compartilhadas; suas contas não vão aparecer no Google.
O equilíbrio é o mesmo de um link de compartilhamento do Google Docs: URL aleatória e criptograficamente segura, acesso para quem tem o link, sem exigir conta. Para a maioria das divisões, esse é o ponto certo.
Perguntas frequentes
Quem recebe o link precisa se cadastrar para pagar?▾
Não — os botões de Pagar funcionam sem cadastro. A pessoa toca, o link abre Venmo, PayPal, Revolut, Pix etc. no celular dela, já com o valor preenchido. Ela manda o dinheiro de dentro do próprio app do banco ou de pagamento. O Split The Bill é só o mensageiro; o pagamento em si passa pelos apps financeiros que ela já usa.
Como sei se a pessoa realmente pagou?▾
Do mesmo jeito que você já sabia antes — quando o dinheiro cai no seu Venmo, PayPal ou conta do banco. O Split The Bill nunca monitora sua conta bancária, então você registra o pagamento assim que ele chega: marca a parte como acertada (total ou parcial) e os saldos se atualizam para todo mundo.
Dá pra revogar um link público de compartilhamento?▾
Sim — nos detalhes da conta, a caixa de compartilhamento tem uma opção de "revogar". O link para de funcionar na hora. Útil se você mandou o link errado sem querer ou compartilhou com quem não devia.
E se várias pessoas do meu grupo forem resistentes a app?▾
Dá pra misturar — algumas podem ter conta, outras podem usar só o link. A conta funciona do mesmo jeito, independente disso. Quem não tem conta simplesmente não aparece na página do grupo; são participantes conta por conta.
O convite por e-mail enche o saco do meu amigo?▾
Não — é um e-mail por convite, e é uma mensagem transacional (não é marketing). A pessoa recebe um "Pavel te convidou para entrar em Viagem Berlim" curto, com o link de entrada. A gente não adiciona ninguém a nenhuma newsletter.
E pessoas que não falam português?▾
As páginas públicas de compartilhamento detectam automaticamente o idioma do navegador. Se o navegador da pessoa estiver em inglês, francês, espanhol, alemão, italiano ou russo, a página carrega nesse idioma. Os botões de Pagar são links diretos universais, então o idioma não importa ali.
Dá pra ver o histórico de contas pagas e pendentes com alguém pelo link de compartilhamento?▾
Não — os links de compartilhamento são por conta, não por relacionamento. Para acompanhar saldo corrente com alguém, essa pessoa precisa ser uma usuária de verdade no seu grupo. O link de compartilhamento serve bem para contas pontuais; a conta completa é para uso contínuo.
O plano Free cobre a maioria dos guias. O Pro oferece 100 notas fiscais a cada 30 dias + links de convite privados.


