Guia
Gerencie uma caixinha do grupo sem ficar anotando quem deve o quê
Todo mundo entra com dinheiro num caixa comum antes da viagem. Os custos do grupo saem do caixa — ninguém vira credor no meio do rolê. No final, um único acerto limpo devolve (ou cobra) a diferença.
Última revisão: janeiro de 2026

Uma caixinha de grupo — também chamada de fundo comum ou vaquinha — reúne dezenas de despesas pequenas e compartilhadas em uma única contribuição e um único acerto. Em vez de controlar "a Alice pagou o táxi, divide em três" a cada café, rodada e ida ao mercado, todo mundo entra com dinheiro num caixa comum no começo, gasta dele e acerta o troco uma única vez no final. O Split The Bill tem uma caixinha embutida em cada grupo, então o saldo do fundo fica no app — não numa planilha ou numa caixa de recibos. Este guia mostra como criar uma caixinha, abastecê-la, gastar dela, reforçá-la e acertar o troco com justiça.
Passo a passo
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Crie o grupo e abra a caixinha
Abra o app e toque em Novo grupo → dê um nome para a ocasião ("Lisboa maio 2026", "Confraternização do escritório"). Adicione todo mundo que vai contribuir por e-mail. Quem não vai instalar o app pode ser adicionado como contato e ter as contas acertadas depois por um link de compartilhamento — mesmo assim entram na conta do fundo.
Na página do grupo, encontre a seção Caixinha (o fundo comum, marcado com um brilho). Toque em Iniciar caixinha e confirme a moeda — o padrão é a moeda do grupo. Isso cria um caixa vazio que pertence ao grupo inteiro; o saldo atual aparece no topo, então qualquer um pode conferir "quanto ainda tem" sem precisar perguntar para quem está com o dinheiro.

Adicione todo mundo que vai contribuir — inclusive contatos que não usam o app. 
A caixinha fica na página do grupo com o saldo do fundo em tempo real. - 2
Abasteça o fundo — registre cada contribuição por pessoa
Decida o valor inicial como uma *previsão*, não um compromisso fechado. Estime o gasto compartilhado por pessoa por dia (transporte, refeições em grupo, lanches, gorjetas), multiplique pelos dias e comece com uns 70-80% disso — sempre dá para reforçar depois.
Um exemplo prático. Quatro amigos, três dias em Lisboa, ~R$ 200/pessoa/dia de gasto compartilhado → R$ 200 × 3 × 4 = R$ 2.400. Arredonde para R$ 600 cada para fechar um caixa redondo de R$ 2.400.
Na caixinha, toque em Contribuir e digite o valor de cada pessoa (adicione uma observação opcional tipo "entrada"). Registre as contribuições por pessoa, não só o total — é isso que permite ao app devolver o troco com justiça depois. Conforme todo mundo entra com seus R$ 600, o saldo do fundo sobe para R$ 2.400.

Cada contribuição é um lançamento próprio, marcado com o nome de quem entrou com o valor. - 3
Pague custos compartilhados com a caixinha, não com uma pessoa
O objetivo da caixinha é que no meio do rolê não fique ninguém devendo dinheiro para ninguém — existe só um número, o saldo do fundo, diminuindo.
Quando alguém paga o almoço do grupo ou cobre um táxi, registre como uma conta compartilhada do grupo em vez de anotar que uma pessoa está devendo para as outras. Tire uma foto do recibo e a IA extrai o total, então registrar um gasto na hora leva segundos. Quem está fisicamente com o dinheiro ou o cartão do grupo é só o responsável pela guarda — não o credor.
Use a caixinha só para o que todo mundo compartilha. Se só três de vocês foram ao museu, isso é uma conta dividida normal entre esses três — não drene o fundo comum para um custo de subgrupo, ou quem não foi acaba bancando quem foi.
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Reforce quando o fundo estiver baixo
Ficar baixo é normal — significa que você começou com um valor conservador, o que está certo. Reforçar é feito para ser barato de propósito.
Defina um limite, não um zero. Combine com antecedência um gatilho — ex.: "quando a caixinha cair abaixo de R$ 150, todo mundo põe mais R$ 100." Isso mantém o caixa sempre à frente do gasto em vez de correr atrás dele às 23h com um táxi para pagar.
Reforce em valores redondos e iguais. Cada reforço deve ser o mesmo valor para todo mundo (a menos que o grupo tenha combinado partes desiguais). Valores redondos deixam o acerto final trivial. Registre cada reforço na caixinha assim que acontecer — o jeito de dar errado é alguém colocar dinheiro e ninguém registrar, aí o saldo do app e o dinheiro de verdade se distanciam.
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Acerte o troco no final
É aqui que a caixinha compensa — um acerto limpo em vez de dezenas deles. É uma subtração: total que entrou − total gasto = troco.
Exemplo prático, continuando. Os quatro de Lisboa começaram com R$ 2.400 e reforçaram uma vez com R$ 1.000 (R$ 250 cada), então R$ 3.400 entraram no total. O gasto compartilhado real foi R$ 2.950. Troco: R$ 450, que devolve igualmente em R$ 450 ÷ 4 = R$ 112,50 de volta para cada pessoa.
Se todo mundo contribuiu igualmente, a devolução é igual. Se as contribuições foram desiguais, o app devolve proporcionalmente ao que cada pessoa colocou — porque as contribuições ficam registradas por pessoa, o Split The Bill calcula cada devolução sozinho em vez de confiar em conta de cabeça. Se o fundo ficar negativo (gasto maior que as contribuições), a mesma matemática roda ao contrário: o déficit é dividido entre todos e cobrado no acerto final.
Quando uma caixinha é melhor que registrar despesa por despesa
As duas abordagens terminam no mesmo lugar — todo mundo paga sua parte justa — mas a *curva de esforço* é completamente diferente.
Use uma caixinha quando o gasto é de alto volume e baixo valor. Um fim de semana de táxis, cafés, lanches de mercado, ingressos e rodadas de bebida gera dezenas de despesas minúsculas. Anotar cada uma como "Fulano pagou R$ 60, divide em três" é cansativo e é abandonado no segundo dia. Uma caixinha reúne tudo isso numa contribuição e numa devolução.
Use o registro despesa por despesa quando o gasto é de baixo volume e alto valor. Uma viagem onde os únicos custos compartilhados são o Airbnb, um aluguel de carro e dois jantares fica melhor como três contas separadas — não tem o que juntar num fundo.
Um modelo misto funciona melhor na maioria das viagens. Use a caixinha para o fluxo constante de gastos pequenos compartilhados — transporte, lanches, bebidas, gorjetas — e registre os itens grandes e pontuais (a casa alugada, o passeio de barco, um jantar que só parte do grupo foi) como contas divididas individuais entre quem realmente participou. Você fica com o baixo esforço da caixinha onde ela ajuda e a precisão despesa por despesa onde ela importa.
Rodando uma caixinha em várias moedas
Caixinhas ficam confusas quando as contribuições e os gastos estão em moedas diferentes. Se você monta o fundo na sua moeda de origem (digamos, real) mas gasta na moeda local, uma taxa de câmbio flutuante faz o número do acerto mudar todo dia.
O Split The Bill tem multi-moeda com taxa de câmbio travada. Trave uma taxa para a viagem para as contribuições em reais e os gastos na moeda local se acertarem contra um único número combinado, em vez de uma taxa que fica variando. A conta do fim da viagem fica consistente, e todo mundo vê o mesmo valor não importa em qual moeda pagou.
Um responsável pela caixinha com um monte de dinheiro local mais um cartão na moeda de origem é exatamente a situação para a qual a taxa travada existe — registre o que entrou, registre o que foi gasto, e o fundo acerta contra um único número em vez de um alvo em movimento.
Erros comuns e como evitá-los
Colocar dinheiro demais no fundo. Um troco enorme não é "seguro" — é dinheiro que o grupo fica tentado a gastar só porque existe, e uma devolução maior para desemaranhar depois. Comece com 70-80% do gasto esperado e reforce conforme precisar.
Não registrar as contribuições por pessoa. Se você só controla o total do fundo e não quem colocou quanto, não dá para dividir o troco com justiça quando as contribuições foram desiguais. Registre cada contribuição como um lançamento próprio — o Split The Bill faz isso por padrão.
Deixar o saldo do app e o dinheiro real se distanciarem. Todo reforço e todo gasto precisa ser registrado assim que acontece. Uma caixinha acertada só de memória no aeroporto perde o sentido.
Pagar custos de subgrupo com o fundo comum. A caixinha é para o que todo mundo compartilha. Se só metade do grupo foi ao passeio de vinícola, isso é uma conta dividida separada — não drene o fundo comum para isso.
Ninguém responsável nomeado. Alguém precisa ser o responsável pelo dinheiro físico ou pelo cartão compartilhado. Isso não muda a matemática — as contribuições continuam por pessoa — mas a ambiguidade sobre quem está com o dinheiro gera atrito.
Perguntas frequentes
O que é uma caixinha de grupo no Split The Bill?▾
É um fundo comum em qualquer grupo que todo mundo abastece antes. Despesas compartilhadas saem do fundo em vez de sair do bolso de uma pessoa, então ninguém vira credor no meio do rolê. A página do grupo mostra o saldo do fundo em tempo real, e cada contribuição é registrada por pessoa para o troco poder ser devolvido com justiça no final.
Quanto cada pessoa deve colocar na caixinha?▾
Estime o gasto diário compartilhado por pessoa, multiplique pelo número de dias e comece com uns 70-80% disso — já contando com um reforço depois. Para quatro pessoas em três dias com ~R$ 200/pessoa/dia de gasto compartilhado, dá mais ou menos R$ 480 cada. Começar com pouco e reforçar é mais fácil do que devolver um troco grande.
O que acontece com o dinheiro que sobra na caixinha?▾
Você acerta no final: total das contribuições menos total gasto é igual ao troco. Se todo mundo contribuiu igualmente, a devolução é igual para todos. Se as contribuições foram desiguais, o Split The Bill devolve proporcionalmente ao que cada pessoa colocou — ele calcula a divisão por você em vez de depender de conta de cabeça.
E se a caixinha acabar no meio da viagem?▾
Reforce. Combine um limite com antecedência — por exemplo, todo mundo põe mais um valor fixo sempre que o fundo cair abaixo de um nível combinado — e registre cada reforço por pessoa na caixinha para o acerto final continuar correto.
Dá para ter uma caixinha com pessoas que não usam o app?▾
Sim. Adicione-as ao grupo como contatos e registre as contribuições delas normalmente. Na hora do acerto você pode resolver a devolução ou o débito delas por um link de compartilhamento, então não precisam instalar nada.
Preciso passar toda despesa pela caixinha?▾
Só as que todo mundo compartilha. Use a caixinha para os gastos pequenos e frequentes — transporte, lanches, bebidas, gorjetas. Registre os custos grandes e pontuais (um aluguel, um jantar que só parte do grupo foi) como contas divididas individuais entre exatamente quem participou, para quem não foi não bancar quem foi.
A caixinha funciona com moedas diferentes?▾
Sim. Trave uma taxa de câmbio para a viagem para as contribuições na sua moeda de origem e os gastos na moeda local se acertarem contra um único número combinado. O Split The Bill tem multi-moeda com taxa travada, mantendo a conta do fim da viagem consistente em vez de variar com a taxa do dia.
A caixinha do grupo é de graça?▾
Sim — a caixinha faz parte do conjunto de recursos de grupo no plano gratuito. Não tem cobrança por contribuição; você registra contribuições, gastos e reforços como lançamentos e acerta o troco no final.
O plano Free cobre a maioria dos guias. O Pro oferece 100 notas fiscais a cada 30 dias + links de convite privados.


